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Eu e o Kobo

Comprei um Kobo como autopresente de aniversário esse ano, em fevereiro. Com um mês de uso intenso, já estou pronta para falar da experiência como feliz usuária de um e-reader. Escuto tantas perguntas e comentários que achei melhor escrever esse post a partir de algumas delas. Vamos lá:

1. Por que um e-reader?

Porque eu leio muito, uma média de 6 a 12 livros por mês, depende do tempo que tenho. Se eu fosse comprar essa quantidade de livros físicos mensalmente, eu teria que comprar, também, duas estantes novas por ano e um apartamento novo a cada três anos. Não dá. O principal motivo é esse.

2. Ah, mas eu gosto do cheiro do livro, do toque do livro, blá, blá, blá… 

Eu também, eu também, mas eu não posso me dar ao luxo de comprar o cheiro do livro, o toque do livro na velocidade do meu consumo. Pra quem compra um por mês até dá pra levar. Mas no meu caso, é difícil. Claro, vou continuar comprando livros físicos, mas só quando for uma edição que valha mesmo a pena. Se o interesse for no texto, sempre irei preferir um e-book. Outro problema: sou muito alérgica. Meu nariz não permite uma carreira como bibliófila, acumulando livros por todos os cantos. Tenho que mantê-los em estante fechada com porta de vidro e muitos cuidados.

3 – O que é melhor, um iPad ou um e-reader?

E-reader, sem dúvida. Para ler livros longos, o iPad é pesado, desconfortável para segurar por mais tempo e tem a luminosidade do monitor. Além de alérgica, sou fotofóbica. E além de cansar a vista , é cheio de distrações – ainda mais agora que o Facebook apita pra chamar a gente, só falta falar. Sou fã do iPad para muitas outras coisas, mas ler textos grandes com ele não dá pra mim.

4 – Qual o melhor, Kobo ou Kindle?

Primeiro, vamos deixar claro que eu vou falar do Kobo Glo e do Kindle Paper White, certo? Existem outros modelos de cada um, mas esses são os meus preferidos da categoria.

O Kobo é canadense. O Kindle é da Amazon, americana. São concorrentes e tem um funcionamento muito parecido (nesses dois modelos, especificamente). Se você quiser saber mais detalhes técnicos, sugiro esse vídeo que compara os dois de forma bem completa.

Na minha opinião de usuária comum, a decisão deve partir do tipo de livros que você pretende comprar. O Kindle é Amazon. Se lá tem o que você precisa ler, ele é o seu e-reader. Mas se você dá preferência aos livros em português, compre o Kobo. A venda pela Livraria Cultura vai garantir os lançamentos nacionais e bons descontos. Dá pra comprar livros internacionais na loja Kobo também.

5 – Por que você escolheu o Kobo?

Eu não escolhi o Kobo, eu só comecei por ele. : )  Na Livraria Cultura de Fortaleza tem um ponto de venda do Kobo, com demonstração e com a ajuda do Kobo Boy mais legal do mundo, o Dudu. Ele teve a maior paciência nas 487 vezes em que fui lá tirar dúvidas e testar o aparelho. Mas eu vou comprar um Kindle também, porque tenho lido bem mais em inglês. Imaginar um livro da Amazon na palma da minha mão em segundos é quase mágico. E, sim, vai ser o Kindle Paper White. Mas pretendo pedir a um amigo que vai para os Estados Unidos, aqui é muito mais caro.

6 – O que você considera melhor no Kobo?

Primeiro: ele é lindo. : ) : ) O meu é branco com azul, isso me deixa feliz. Segundo: é leve e grava mais de 1000 e-books nele. Levo para onde quiser, não pesa e garante boas horas de leitura enquanto a filha faz vôlei, no avião, na fila do banco. Terceiro: a luz. Ah, a luz. Não incomoda a vista de maneira alguma e funciona em ambientes totalmente escuros. Quarto: é funcional, organizado, fácil de usar, vem com um aplicativo de leitura bem legal que faz estatísticas de seu tempo de leitura, gráficos, concede prêmios divertidos, etc. Quinto: os e-books são mais baratos que os livros físicos. Sexto: eu estou conseguindo ler mais com o Kobo porque os livros chegam de forma mais fácil com ele. Sétimo: o dicionário automático é inacreditável. Basta pressionar a palavra e o significado aparece, no idioma que você quiser. Dentre outras vantagens.

7 – Você parou ou vai parar de comprar livros de papel? 

Não, de forma alguma. Mas sinto que estou lendo mais, gastando menos e acumulando menos em casa.

8 – Você não acha bobagem gastar dinheiro com isso? 

(Sim, eu ouvi essa pergunta na vida real)

A leitura é essencial na minha vida, sempre foi, sempre será. Sou uma profissional do livro. Respiro palavras. Não, não acho bobagem. Para quem não lê ou lê pouco (caso da pessoa que fez a pergunta), realmente não vale a pena. Mas para quem ama os livros, essa é só mais uma maneira de amar.

9 – Você não respondeu o que eu queria. E agora?

Deixe sua dúvida nos comentários. Se eu souber, responderei com o maior prazer. : )

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Ela tem olhos de céu

Amanhã será a vez do lançamento do livro “Ela tem olhos de céu” em Fortaleza. Publicado pela Editora Gaivota com ilustrações de Mateus Rios, esse livro conta a estória de Sebastiana, uma menina do sertão que tem uma conexão especial com o céu.
Quem comprar o livro ganhará um desses buttons ao lado, com frases e imagens da obra.
O evento contará com um bate-papo mediado pela jornalista Regina Ribeiro e pela blogueira Lara Frota, do blog Menina de Muitos Vícios.

Será no auditório da Livraria Cultura, a partir das 18h30.

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Blogs literários

Uma coisa que tem me animado nos últimos tempos é o crescimento dos blogs literários, escritos por garotas que leem muito e comentam as suas leituras. (Não conheço nenhum blog literário de garoto, mas vou ficar feliz se vocês  me indicarem). Quem me apresentou a esse universo foi minha amiga Luciana Limaverde e eu agradeço duas toneladas por isso. A quantidade de livros que elas conseguem ler por mês é impressionante. Muitas escrevem de forma muito livre, registrando suas impressões. Outras já vão mais além, analisando aspectos técnicos do texto, utilizando uma linguagem mais próxima da crítica literária. Em todo caso, eu curto muito essa ideia. Ver um monte de blogs sobre leitura pipocando na internet me deixa cheia de esperanças.

Minha felicidade é maior ainda quando vejo meus livros resenhados nesses blogs. A Bailarina Fantasma tem aparecido em vários. Organizei uma listinha de links para vocês, com algumas resenhas sobre o livro. Serve de referência para que vocês conheçam bons exemplos dos blogs literários que estão fazendo sucesso entre jovens leitores.

O Garota It  foi um dos primeiros blogs literários que eu conheci. A Pam é uma estudante de publicidade que cuida do blog com todo capricho, faz vídeos, análise de público e tem ótimas ideias. Gosto da maturidade das opiniões que ela emite e fiquei super feliz com as opiniões sobre a Bailarina. Tanto que ela foi importante para que eu tomasse algumas decisões em relação ao segundo livro.

O Território Pop além de resenhar o livro fez uma entrevista bem legal comigo. A Raiana é de Fortaleza, também capricha bastante no blog e fala de várias coisas além da literatura.

A  BabiLorentz.com é uma blogueira muito dedicada. Além de escrever sobre a Bailarina, ainda o elegeu como um dos dez livros mais bonitos da sua estante. A beleza do design não é mérito meu, mas do Gustavo Piqueira da Rex Design.

Já o Book and Cupcake , que tem um layout lindo, deu cinco estrelas para a bailarina e escreveu um texto muito bom sobre o livro.

O blog da Faah Santos  não é só sobre literatura. Ela também gosta de maquiagens, moda, mas separa um espaço para falar de livros e disse que gostou bastante da bailarina.

A Amanda do Sim, eu sou leitora fez um texto super sincero sobre o livro e contou que chorou muito quando leu. Tanto que sua mãe até ameaçou de não comprar mais nenhum livro pra ela. Poxa, Amanda, tomara que ela tenha mudado de ideia. : )

A Michele do Make a Wish List escreveu um post bem caprichado, postou o book trailer e disse que estava apaixonada pelo livro. : )  : )

O Leitura das Palavras, da Mayara foi mais um blog que elogiou a bailarina, que curtiu a história e está esperando pela continuação.

Por último eu indico o Tumbrl da Jadeh – que é uma fofa, mora aqui em Fortaleza e eu nem conheço ainda. Ela criou o Um livro e um café, um título delicioso para um Tumbrl sobre leitura. A Jadeh leu A bailarina fantasma logo que foi lançado em 2010 e escreveu um texto bem legal sobre ele.

Isso tudo só me deixa com mais vontade de lançar a continuação desse livro – que, aliás, já tem título! Isso é assunto para um próximo post. : )

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Dicionário de Inspirações: M de Mapa. Mas não um mapa qualquer…

Sempre gostei de mapas desenhados. Vi poucos na vida, até descobrir o site They Draw & Travel , a fantástica ideia de reunir mapas ilustrados por artistas do mundo todo. São propostas, técnicas e projetos diferentes uns dos outros. Essa que escolhi para o post é de Arsira Kusuwan, da Tailândia e mostra a Silpakorn University, uma escola de artes. Minha vontade ao ver esses mapas foi a de inventar uma cidade nova, como Italo Calvino fez com palavras.

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Um caderno feito com as mãos

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Esse foi um dos presentes mais lindos que ganhei em 2012: um caderno feito pelas mãos do meu grande amigo Deglaucy Jorge Teixeira. É lilás, minha cor preferida, todo costurado e colado por ele. O Deglau é um designer incrível, responsável pelo projeto gráfico de todos os livros que publiquei pelas Edições Demócrito Rocha.

O problema é que esse caderno me inspirou tanto que estou cheia de ideias para ele. Não decidi ainda: tem a vontade de voltar a desenhar com nanquim e aquarela, retomar meus nove anos de idade, quando pintava telas de mar e sol. Vontade de escrever um livro com a minha caligrafia – em plena era de ebooks, seria uma transgressão.

É algo que preciso planejar bem. Um caderno que já chegou tão cheio de carinho merece o melhor destino, o mais inspirado possível.

 

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Estou no Skoob

Estou no Facebook, Twitter, Instagram, tenho um blog de literatura e outro de culinária… mas disso vocês já sabem.

A novidade é que atualizei a minha página no Skoob e agora estou por lá também, sendo mais leitora que autora.

Hoje eu postei alguns dos livros que já li, aos poucos vou atualizando mais.

Gostei muito de ver o painel de rostos que já leram meus livros. Dá vontade de conversar com cada um. Acho que

por lá é capaz que eu consiga isso. Espero vocês.

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Amar cadernos

Sempre que começo um projeto novo, a primeira providência é encontrar um caderno para ele. Como eu tenho mais projetos do que anos de vida (muito mais), a minha coleção de cadernos não para de crescer. Adoro o ritual de escrever o nome do novo livro na primeira folha, a data, dobrar o canto superior direito, anotar detalhes sobre como aquela ideia surgiu e registrar o passo a passo do trabalho. Tenho cadernos de cursos que fiz, de livros que nunca escrevi, de sonhos pela metade.

O caso é que agora já são muitos, ficam em uma prateleira na minha mesa de trabalho e eu sinto que preciso tirá-los daqui – especialmente os que eu já concluí, dos livros que publiquei e dos que nunca saíram do papel.

Decidi também que, a partir de agora, comprarei alguns Moleskines de reserva para os projetos do futuro. São muito mais fáceis de guardar, arrumar, carregar na bolsa. Esse rosa da foto foi o escolhido para o planejamento deste blog.

Minha outra paixão no mundo dos cadernos é a marca PaperBlanks ( o do Mozart, na foto abaixo). Descobri quando fui à Feira de Frankfurt, na Alemanha, que tem um espaço inteiro só para a indústria gráfica. Há também a Peter Pauper Press, que eu descobri quando ganhei um lindo world journal de presente da minha amiga Cristina. Esse seria para um diário de viagens, mas eu uso para anotar resenhas particulares dos filmes de que mais gostei – o que não deixa de ser uma viagem também.

Eu adoro as novas tecnologias, tenho aplicativos de escrita para iPad, mas para pensar meus novos livros, nada no mundo tem a delicadeza, charme e conforto de um caderninho novo. E vocês, também gostam de cadernos? Curtem escrever a mão?

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