Ano passado fui convidada pelo escritor Raymundo Netto, então coordenador da Bienal do Livro do Ceará, para mediar uma palestra com Marina Colassanti. Diante da responsabilidade absurda de conduzir um dos momentos mais importantes e concorridos dessa Bienal, não imaginei que dali surgiria uma amizade.

A palestra esticou para o jantar e  seguiu por e-mail. Depois de ler alguns dos meus livros, Marina lançou a pergunta mais importante que já me fizeram na vida: afinal de contas, qual é o seu projeto literário?

Venho perseguindo essa resposta. Com quatorze livros publicados na época, parei para pensar de fato o que eu quero disso, porque eu quero, para onde desejo caminhar, qual o meu projeto estético, o que sou quando escrevo. O blog desacelerou ao mesmo tempo. Ele é um apêndice do meu trabalho como escritora e entrou no pacote de questionamentos. Ainda não tenho respostas definitivas, mas sigo no caminho e estou bem mais perto.

Enfim, chegou a hora de voltar. Esse blog começou no dia 07 de junho de 2006, com a promessa de escrever sobre o que me faz bem.  Agora, dia 01 de fevereiro de 2011, abro as portas da casa nova e reescrevo a frase: esse blog é para escrever sobre o que me faz bem e para fazer bem a quem passar por aqui. Sejam todos muito bem vindos.

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15 comentários sobre “

  1. Acho que o que a gente é quando escreve, o que queremos, muda com o tempo, com os momentos na vida, com as estações do ano, com o aprendizado. Às vezes, o blog não faz parte do momento que a gente está vivendo, e isso não tem problema. Quando chegar a hora de voltar, ele volta.

    Bem vinda 🙂

  2. Bem vinda novamente Socorrito! Estava com saudade de ler seu blog. Projetos, projetos…talvez passemos muito mais tempo do que imaginamos procurando…Estou torcendo por você querida. Saudades!

  3. Concordo com o que Barbie disse. Somos eternamente mutantes… e uso esse termo justamente porque muitas mudanças nos causam espanto e são incompreendidas, particularmente em suas origens e pretensões. E por isso acredito que nossos projetos são arquétipos também passíveis de transmutação. É como um tronco que pode secar, dar vida em todos os galhos ou em apenas um, e talvez trazer a surpresa de uma floração fora de época, com cores e beleza não imaginados… sempre uma incógnita, como é o futuro de cada um de nós. Certamente, projetos existem pra dar norte, e as mudanças que ocorrem são definições mais reais do lugar para onde se decide seguir. São necessários ao nosso querer. E neste momento, teu querer contempla o bem. Lindo, acolhedor. Senti-em em casa!
    Bom retorno, Socorro! No tempo e medida do teu sentir-se bem! =***

  4. Olá, Socorro. Nesse passeio de agora, me deparo com sua pergunta a respeito de si mesma. Considero isso grandioso! A busca por nós mesmos, por nossos projetos, por nossas definições enquanto artistas, críticos – e pessoas, antes de tudo – considero fundamental. Às vezes até quero crer que a resposta nem precisa ser, de fato, encontrada, apenas delineada. Às vezes quero crer que não precisamos ser plenos, para que continuemos nos fazendo, a cada dia.

    Abração.

  5. Nós gostamos muito do livro. Achamos muito legal e muito criativo as histórias e os personagens.

    Isabela e Luis Davi
    3º 03 Manhã Aldeota

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