Dicionário de Inspirações: M de Mapa. Mas não um mapa qualquer…

Sempre gostei de mapas desenhados. Vi poucos na vida, até descobrir o site They Draw & Travel , a fantástica ideia de reunir mapas ilustrados por artistas do mundo todo. São propostas, técnicas e projetos diferentes uns dos outros. Essa que escolhi para o post é de Arsira Kusuwan, da Tailândia e mostra a Silpakorn University, uma escola de artes. Minha vontade ao ver esses mapas foi a de inventar uma cidade nova, como Italo Calvino fez com palavras.

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Dicionário de Inspirações: L de Leitores

É por vocês que eu escrevo, leitores. Porque ser escritora no Brasil é muito difícil e às vezes já pensei em desistir. Mas parece mágica: sempre que as coisas ficam difíceis eu recebo um email, um recado no blog ou no Facebook, de alguém dizendo que amou um livro meu. Daí nada mais importa, só o desejo de escrever.
De 17 a 20 de setembro visitarei escolas de São Paulo para encontrar leitores da Bailarina Fantasma, Inventário de Segredos e Ela tem olhos de céu. Já sei que vou voltar muito mais feliz. Obrigada a cada um de vocês!

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Dicionário de Inspirações – C de Casa

Quando eu começo a pensar em um novo personagem, uma das primeiras coisas que imagino é o lugar onde ele mora.   Adoro, especialmente, as casas antigas. O meu livro  “A casa dos Benjamins” é uma prova disso. Não sosseguei enquanto não descobri o local do sítio onde Rachel de Queiroz viveu e que estava esquecido pelo tempo. Encontrei a casa, escrevi o livro e fiquei feliz por saber que ele faz parte do processo que pediu o tombamento do imóvel ao IPHAN.

Já no romance “A bailarina fantasma”, a casa de Anabela e Marcelo é tão linda que dá vontade de viver lá. Na verdade eu vivi enquanto escrevi o livro. Toda a descrição da planta da casa, o jardim, o quintal, foi inspirado na casa de duas amigas queridas – fiz uma reforma imaginária, mas é bem parecido.

Agora estou planejando a escrita da continuação da Bailarina Fantasma (sim, eu planejo tudo antes, depois escrevo sobre isso). Anabela mudou para São Paulo com o pai no fim do livro, lembram? Agora eles estão procurando uma casa para morar e o Marcelo faz questão de viver em um lugar com história nas paredes.

Na vida real, eu não moro em uma casa antiga, mas tento fazer do meu lar um canto cheio de sonhos e boas lembranças. Adoro móveis brancos, mas também gosto de madeira bem escura. Minha mesa tem tampo de azulejos. Minha escrivaninha – local de trabalho e inspiração, é romântica como eu.

Quando a casa está bagunçada minhas ideias bagunçam também. Acho importante ter poucas coisas, cada coisa em seu lugar. Nem sempre consigo, claro, mas reconheço que o ambiente interfere muito na minha criação. Gosto de organizar coisas em caixinhas e gavetas. Gosto de separar meus cadernos e objetos de acordo com o lugar de cada um deles na minha vida.  Amo flores miúdas, azul, lilás, vidros coloridos, papel de carta, azulejos, móveis românticos, moringas, lembranças de viagem, sou viciada em caixas e cadernos.

Nessa montagem, alguns dos cantos preferidos da minha casa. E você, como faz para que o seu cantinho no mundo seja o  mais lindo possível?