Blogs literários

Uma coisa que tem me animado nos últimos tempos é o crescimento dos blogs literários, escritos por garotas que leem muito e comentam as suas leituras. (Não conheço nenhum blog literário de garoto, mas vou ficar feliz se vocês  me indicarem). Quem me apresentou a esse universo foi minha amiga Luciana Limaverde e eu agradeço duas toneladas por isso. A quantidade de livros que elas conseguem ler por mês é impressionante. Muitas escrevem de forma muito livre, registrando suas impressões. Outras já vão mais além, analisando aspectos técnicos do texto, utilizando uma linguagem mais próxima da crítica literária. Em todo caso, eu curto muito essa ideia. Ver um monte de blogs sobre leitura pipocando na internet me deixa cheia de esperanças.

Minha felicidade é maior ainda quando vejo meus livros resenhados nesses blogs. A Bailarina Fantasma tem aparecido em vários. Organizei uma listinha de links para vocês, com algumas resenhas sobre o livro. Serve de referência para que vocês conheçam bons exemplos dos blogs literários que estão fazendo sucesso entre jovens leitores.

O Garota It  foi um dos primeiros blogs literários que eu conheci. A Pam é uma estudante de publicidade que cuida do blog com todo capricho, faz vídeos, análise de público e tem ótimas ideias. Gosto da maturidade das opiniões que ela emite e fiquei super feliz com as opiniões sobre a Bailarina. Tanto que ela foi importante para que eu tomasse algumas decisões em relação ao segundo livro.

O Território Pop além de resenhar o livro fez uma entrevista bem legal comigo. A Raiana é de Fortaleza, também capricha bastante no blog e fala de várias coisas além da literatura.

A  BabiLorentz.com é uma blogueira muito dedicada. Além de escrever sobre a Bailarina, ainda o elegeu como um dos dez livros mais bonitos da sua estante. A beleza do design não é mérito meu, mas do Gustavo Piqueira da Rex Design.

Já o Book and Cupcake , que tem um layout lindo, deu cinco estrelas para a bailarina e escreveu um texto muito bom sobre o livro.

O blog da Faah Santos  não é só sobre literatura. Ela também gosta de maquiagens, moda, mas separa um espaço para falar de livros e disse que gostou bastante da bailarina.

A Amanda do Sim, eu sou leitora fez um texto super sincero sobre o livro e contou que chorou muito quando leu. Tanto que sua mãe até ameaçou de não comprar mais nenhum livro pra ela. Poxa, Amanda, tomara que ela tenha mudado de ideia. : )

A Michele do Make a Wish List escreveu um post bem caprichado, postou o book trailer e disse que estava apaixonada pelo livro. : )  : )

O Leitura das Palavras, da Mayara foi mais um blog que elogiou a bailarina, que curtiu a história e está esperando pela continuação.

Por último eu indico o Tumbrl da Jadeh – que é uma fofa, mora aqui em Fortaleza e eu nem conheço ainda. Ela criou o Um livro e um café, um título delicioso para um Tumbrl sobre leitura. A Jadeh leu A bailarina fantasma logo que foi lançado em 2010 e escreveu um texto bem legal sobre ele.

Isso tudo só me deixa com mais vontade de lançar a continuação desse livro – que, aliás, já tem título! Isso é assunto para um próximo post. : )

Dicionário de Inspirações – C de Casa

Quando eu começo a pensar em um novo personagem, uma das primeiras coisas que imagino é o lugar onde ele mora.   Adoro, especialmente, as casas antigas. O meu livro  “A casa dos Benjamins” é uma prova disso. Não sosseguei enquanto não descobri o local do sítio onde Rachel de Queiroz viveu e que estava esquecido pelo tempo. Encontrei a casa, escrevi o livro e fiquei feliz por saber que ele faz parte do processo que pediu o tombamento do imóvel ao IPHAN.

Já no romance “A bailarina fantasma”, a casa de Anabela e Marcelo é tão linda que dá vontade de viver lá. Na verdade eu vivi enquanto escrevi o livro. Toda a descrição da planta da casa, o jardim, o quintal, foi inspirado na casa de duas amigas queridas – fiz uma reforma imaginária, mas é bem parecido.

Agora estou planejando a escrita da continuação da Bailarina Fantasma (sim, eu planejo tudo antes, depois escrevo sobre isso). Anabela mudou para São Paulo com o pai no fim do livro, lembram? Agora eles estão procurando uma casa para morar e o Marcelo faz questão de viver em um lugar com história nas paredes.

Na vida real, eu não moro em uma casa antiga, mas tento fazer do meu lar um canto cheio de sonhos e boas lembranças. Adoro móveis brancos, mas também gosto de madeira bem escura. Minha mesa tem tampo de azulejos. Minha escrivaninha – local de trabalho e inspiração, é romântica como eu.

Quando a casa está bagunçada minhas ideias bagunçam também. Acho importante ter poucas coisas, cada coisa em seu lugar. Nem sempre consigo, claro, mas reconheço que o ambiente interfere muito na minha criação. Gosto de organizar coisas em caixinhas e gavetas. Gosto de separar meus cadernos e objetos de acordo com o lugar de cada um deles na minha vida.  Amo flores miúdas, azul, lilás, vidros coloridos, papel de carta, azulejos, móveis românticos, moringas, lembranças de viagem, sou viciada em caixas e cadernos.

Nessa montagem, alguns dos cantos preferidos da minha casa. E você, como faz para que o seu cantinho no mundo seja o  mais lindo possível?

É pra ler ou pra comer?

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“É pra ler ou pra comer?” é o título do meu segundo livro infantil. Com esse texto ganhei o meu primeiro prêmio literário, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará para obra inédita de literatura infanto-juvenil.

O texto virou livro com o projeto ilustrações do Daniel Diaz e projeto gráfico do Daniel, Deglaucy Jorge e participação minha – já que eu era editora do selo infantil à época.

Depois de publicado veio o Selo Altamente Recomendável e a inclusão no Catálogo de Bolonha da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – que também deu destaque ao livro em uma das edições do seu informe.

Já são sete anos de vida e o livro continua fazendo parte da vida de muitas crianças, apresentando a história da Padaria Espiritual do Ceará. As Edições Demócrito Rocha estão caprichando em uma nova edição para lançarmos na Bienal de 2012, em Fortaleza. 

Abri esse post para deixar um espaço dedicado aos leitores desse livro. Quero muito saber dos comentários de vocês. Gostaram do livro? Leram em sala de aula? Quais atividades e aventuras fizeram a partir dele? 

Espero todos vocês aqui! 

 

Carta de Beirute #2 – As aulas começaram

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Vamos revisar: saí de Fortaleza sexta-feira às cinco da manhã e cheguei em Beirute no domingo às quatro da manhã. Nessa madrugada eu não consegui dormir quase nada. À tarde fui almoçar com o André e o Frank – ambos da Embaixada, muito gentis e divertidos – no Leila , um restaurante fantástico de comida libanesa. Primeiro impacto cultural: o narguile. Quase todo mundo fumando, inclusive na parte fechada do lugar.

Tentei descansar depois do almoço, mas não dormi do domingo pra segunda, novamente. Foi uma mistura de fuso horário bagunçado (estou seis horas a mais) com a tensão pela véspera do início das aulas, minha responsabilidade é enorme.

Estou em Beirute para contribuir com o Centro Cultural Brasil-Líbano, que tem a missão de difundir a língua e cultura brasileiras no país. Meu trabalho é preparar um grupo de nove alunos que irão começar sessões de leituras públicas de literatura infantojuvenil brasileira no Centro Cultural.

O conteúdo do curso passa por noções de elementos estruturais da narrativa, algumas ideias gerais sobre formação de leitores e infância, história de literatura infantojuvenil no Brasil – com destaque para Lobato e prática de leitura em público. Transmitir o conteúdo é fácil, preparei bem as aulas, é tranquilo para mim. O meu grande desafio é fazer isso e conseguir motivar o grupo a seguir adiante com o projeto. Outro desafio é esquecer a verve acadêmica e passar um conteúdo de nível elevado em linguagem acessível, com atividades, brincadeiras e estimulando a participação deles. Ufa!

A véspera é sempre tensa. Fico imaginando quem são, como participarão da aula, se são tímidos, se gostam do tema, quais serão meus desafios. Para meu alívio, minha turma libanesa é a melhor possível. Em outra carta falarei deles todos com mais calma, mas adianto que estou encantada.

Ainda tenho duas aulas e três sessões públicas de leitura. Enquanto o curso segue, não estou saindo e por isso não vi quase nada de Beirute além do meu bairro, Achrafieh. Prefiro ficar no hotel preparando e ajustando as aulas de acordo com o ritmo e perfil da turma. Na verdade, refiz tudo o que trouxe preparado do Brasil, com todo prazer.

Termino a carta do dia contando que hoje recebemos a visita do Embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura na nossa sala de aula. A foto ficou muito boa, felizmente. Estávamos, todos, felizes e honrados com a presença e simpatia do Embaixador.

Amanhã a aula será decisiva para a motivação dos alunos e continuidade do projeto. Farei o melhor possível.

Até a próxima carta!

S.

P.s!

1.Eu sei, vocês estão reclamando mentalmente. Essa carta não foi engraçada com a outra, eu só falei de trabalho. Mas é o reflexo do meu clima aqui, eu estou no Líbano para isso. Depois de sábado vou passear.

2. Sobre o cabelo, não está mais rosa. Assumiu um tom vinho, o que é um pouco mais digno para uma senhora da minha idade.

3.O café da manhã no hotel é um tema a parte. Acho que vale fazer uma carta só sobre comidas. O que acham?

4. Um sujeito falou comigo em árabe no meio da rua. Não faço ideia do que disse, mas estava bem simpático, parou o carro, deu uma buzinada. Só Deus sabe o que foi isso. Por via das dúvidas, meu marido pediu que eu providenciasse uma burka para sair à rua protegida dessas simpatias. Detalhe: a temperatura de Beirute é de 37 graus. A burka faria a função de sauna. Se emagrecer, até topo.

Carta de Beirute # 1 – A viagem

Enfim, cheguei a Beirute. Do que vi no avião, parece que essa cidade que vai marcar meu relicário de coisas bonitas que vi pelo mundo afora. São quatro da manhã aqui, mas meu corpo pensa que são onze da noite. (Ele também pensa que macarrão não engorda, haja paciência.) Foram 40 horas de viagem, quatro voos, quatro idiomas diferentes – ou mais que isso, já que também falaram comigo em árabe.

O voo Rio-Paris atrasou mais de oito horas e foi uma confusão. No fim das contas, a turma dos prejudicados acabou unindo forças, conversando, emprestando carregador de celular e tudo deu certo. Fiquei amiga de uma francesa que trabalha fabricando tubos e conexões para plataformas de petróleo. Falei do Monteiro Lobato pra ela – tudo o que sei de petróleo aprendi no Poço do Visconde. Ela ficou interessada e vai procurar o livro, já que é filha de português e lê bem na nossa língua.

Pisei em Paris em pleno 14 de julho, um dia lindo de sol e bom tempo, mas tudo o que conheci foi o trajeto entre os terminais do gigantesco Charles de Gaulle. Em um dos ônibus, estávamos eu e outra brasileira quando o motorista perguntou de onde éramos. Ao ouvir a resposta ele gritou BRESIL! Imaginei que, a seguir, ele exclamaria PELÉ, RONALDO, CARNAVAL, COPACABANA ou algo do gênero. Foi muito mais grave:

– BRÉSIL!  MOLIÉMELENCIÁ!

Não somos mais o país do Pelé, meus amigos. Somos o país da Mulher Melancia. E antes que eu desenvolva uma explicação sobre o que senti nesse momento, vamos seguir com a carta de hoje.

O voo de Paris a Frankfurt estava lotado de asiáticos. Meu irmão, que morou no Japão, sabe identificar todas as diferenças entre um coreano, chinês ou japonês. Eu não. Portanto, chamarei de asiáticos e sei que ele ficará com raiva se ler isso. Pois. Eu tenho um problema grave. Meus ouvidos decodificam o idioma deles e transforma as palavras em correspondentes ao português. Por exemplo: hoje uma senhora estava procurando algo desesperadamente em todas as bolsas que usava. Enquanto reclamava com o marido – deve ter sido ele quem guardou o negócio, se não foi, tem culpa do mesmo jeito e era disso que ela certamente estava falando – eu ouvia assim na minha tecla SAP cerebral:

– TACA O URSO NA CIÊNCIA!  TACA O URSO NA CIÊNCIA!

Imaginaram a cena? Ouvi muitas outras frases absurdas, mas esqueci de anotar.

Sigamos. O voo da França pra Alemanha foi tranquilo. Vi Frankfurt da janela e lembrei dos três dias que passei lá na Feira do Livro de 2007, com episódios felizes e bizarros. No aeroporto foi só correria de novo, nem deu tempo pra descansar, comer uma coisinha no Café Goethe, passar no free shop…

Quando dava para parar um pouquinho eu sempre pensava que alguém precisa escrever um livro ou manual sobre moda no aeroporto. Não consigo entender porque alguém viaja de salto agulha, por exemplo. E acho o máximo quem usa aquelas calças cargo de cor cáqui, cheias de bolsos. Mas de todos os looks que vi, escolhi o modelito Sue Silvester como mais confortável. Para andar, dormir no avião, sem dúvidas é a opção mais confortável.

Fiquei fã da Lufhtansa, os passageiros também: os gritos e aplausos na aterrissagem foram efusivos e nessa alegria toda, cheguei a Beirute. Adoro chegar em terra estranha e ter alguém para me receber. Estava lá o André, da Embaixada, todo sorridente às três da manhã, coitado. Estou muito feliz pela recepção tão simpática.

Instalei minhas coisas no quarto e vim falar com a família. Cá estou, escrevendo a carta prometida.

O detalhe bizarro eu deixei pro final: meu cabelo está cor de rosa. É sério. Fiz um banho de brilho para cobrir os fios brancos. A profissional usou uma tal de tinta acaju, que deveria ser um castanho avermelhado. A tinta clareou e no topo da cabeça, onde eu tinha fios brancos, agora tenho uma linda composição cor de rosa.

E com essa notícia bombástica, a primeira Carta de Beirute chega ao fim. Amanhã vou procurar descansar. Segunda começa o meu curso e eu sempre fico muito tensa na véspera da primeira aula. Preciso ter um plano A, B e C de desenvolvimento de aula, de acordo com a participação dos alunos.

Preciso também aprender a pronunciar o nome deles. Estou em Beirute, enfim!

Até a próxima!

Aula de leitura com Monteiro Lobato

Amigos, convido a todos para o lançamento do meu novo livro “Aula de Leitura com Monteiro Lobato”, publicado pela Editora Biruta, de São Paulo.  Será dia 17 de junho, domingo, às 16h, no auditório da Livraria Cultura.

Na ocasião, farei uma breve palestra sobre o tema: uma análise da obra de Monteiro Lobato, buscando lições e conceitos importantes sobre a formação do leitor literário.

O livro conta com a honra do prefácio escrito por Marisa Lajolo, que reproduzo abaixo.

Espero ver todos lá!

 

Apresentado inicialmente como Dissertação de Mestrado à Universidade Federal do Ceará, esta “Aula de leitura  Monteiro Lobato “ de Socorro Acioli ilustra bem uma das mais atuais e promissoras vertentes dos estudos literários . Ao incluir a leitura entre seus objetos, a Teoria Literária dialoga de forma produtiva e sedutora com outras áreas das ciências humanas particularmente com a História e com a Educação.
É esta última área a grande parceira e , de certa forma, a destinatária privilegiada desta obra, que tem por tema a leitura .
“Aula de leitura com  Monteiro Lobato “ acerta ao eleger como porta de entrada para questões de leitura a obra de Monteiro Lobato. Debruça-se particularmente sobre seus livros infantis e mais particularmente ainda sobre a adaptação lobatiana de D. Quixote
Com efeito, pontilhadas de cenas de leitura, as histórias do sítio constituem – como discute a autora deste belo livro- variado pano de amostra de práticas leitoras. Tais práticas, ao longo das histórias, recobrem amplo arco de modos, pressupostos, projetos e comportamentos inspirados em livros, que sugerem à autora uma original classificação de modos de ler. E, embora contextualizados nos anos 40 do século XX – época da escrita da versão definitiva das histórias- as cenas de leituras representadas são bastante atuais.
Apresentando Dona Benta como figuração de uma competente mediadora de leitura, a análise a que Socorro Acioli submete a obra infantil lobatiana permite que seus leitores encontrem no comportamento da avó de Pedrinho e Narizinho, princípios que até hoje parecem caracterizar atitudes recomendáveis a quem tem por objetivo difundir a leitura.
Em certa altura do texto, Socorro Acioli considera que a obra infantil lobatiana faculta a seus leitores a “história da vida privada de uma família de leitores”.
Beleza de formulação !
Relativamente a este tópico e da perspectiva da qual Socorro Acioli lê as histórias do Picapau Amarelo é possível encontrar na obra do criador de Tia Nastácia vários dos temas que – sabe-se hoje- constituem questões fundamentais dos estudos da leitura.
Estão aí incluídas -entre outras- a questão da circulação do livro ( os livros vinham de um livreiro da capital) , das diferentes formas de recepção de um mesmo livro ( a reação de Pedrinho e a de Emília à leitura de D. Quixote), características da leitura do mediador ( o respeito de Dona Benta pelos textos) , ou a ainda hoje polêmica discussão da adaptação dos clássicos .
Entabolando profícuo diálogo com a melhor tradição recente dos estudos literários – Roger Chartier, Regina Zilberman e H.R.Jauss para mencionar apenas três deles- “Formação de leitores: as lições infalíveis de Monteiro Lobato “ vai, com certeza, marcar seu leitor com o selo de qualidade que marca o promissor encontro entre bons livros ( como este) e seus leitores.
Marisa Lajolo é professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Unicamp. O livro que organizou com João Luís Ceccantini “Monteiro Lobato livro a livro: obra infantil (IMESP/EdUNESP) recebeu o prêmio Jabuti de Livro do Ano Não Ficção.

 

 

 

Serviço:

Lançamento do livro “Aula de leitura com Monteiro Lobato”, com palestra da autora Socorro Acioli

Local: Livraria Cultura. Avenida Dom Luís, 1010 – Shopping Varanda Mall

Início da palestra: 16h

Informações: 4008.0800

 

Breculê canta Inventário de Segredos

Em 2011, o grupo Breculê musicou dez poemas do meu livro “Inventário de Segredos” (Editora Biruta, São Paulo) e de lá pra cá já apresentou as músicas em quatro shows incríveis. Deixo aqui pra vocês o clip da música que tem feito mais sucesso desde a primeira apresentação: “Tetéu”!

(Fico devendo os créditos das imagens. Logo que os meninos me passem volto aqui pra corrigir o post!)